Nesta quarta-feira (28/01/2026), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou a manutenção da Taxa Básica de Juros (Selic) em 15% ao ano. Assim, marcando a quinta reunião consecutiva sem alteração no principal instrumento de política monetária do país.
Essa decisão, amplamente esperada pelo mercado financeiro, reafirma a postura cautelosa e vigilante do Banco Central diante de um cenário econômico em transição, com inflação desacelerando, mas ainda acima da meta em alguns segmentos.
O que disse o Copom e por que a Selic ficou em 15%
O Copom decidiu manter a Selic em 15% ao ano, o nível mais alto desde 2006, quando a taxa chegou a 15,25%. A decisão foi unânime entre os membros do Comitê.
No comunicado oficial, o Banco Central ressaltou que, apesar de alguns indicadores de inflação mostrarem sinais de arrefecimento, os preços de serviços e outras componentes ainda exercem pressão, o que exige cautela na condução da política monetária.
A manutenção da taxa no atual patamar faz parte da estratégia do BC para garantir que a inflação continue em trajetória de convergência para a meta, atualmente 3% ao ano, com intervalo de tolerância, antes de iniciar um ciclo de cortes.
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Mercado já esperava a manutenção e olha para março
Nos dias que antecederam a reunião, analistas de mercado sinalizaram uma expectativa predominante de que a Selic seria mantida, com poucos apostando em redução imediata. Estudos de mercado apontavam que cerca de 90% das projeções precificavam a Selic em 15% nesta reunião.
Agora, a maior parte dos agentes financeiros projeta que o Copom pode iniciar o ciclo de cortes já na próxima reunião, programada para 17 e 18 de março de 2026, caso os indicadores econômicos continuem em direção favorável.
O que isso significa para a economia
A manutenção da Selic em 15% impacta diferentes áreas da economia:
📌 Crédito e consumo: Juros altos tendem a tornar o crédito mais caro, reduzindo a disposição de consumidores e empresas em contrair empréstimos.
📌 Inflação: A taxa elevada ajuda a conter pressões inflacionárias, especialmente em serviços, mantendo o controle de preços.
📌 Investimentos: Produtos de renda fixa atrelados à Selic, como Tesouro Selic e CDBs, continuam oferecendo retornos elevados, atraindo parte dos investidores mais conservadores.
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Expectativas e cenário futuro
Embora a Selic tenha sido mantida, o comunicado do Copom e as projeções do mercado financeiro indicam que o início do ciclo de redução de juros é esperado em março, mas sem sinais concretos de quanto e quando os cortes começarão a ocorrer.
Especialistas apontam que a trajetória dos juros dependerá da continuação do processo de desinflação, da evolução das expectativas e de fatores externos, como a dinâmica dos preços globais e a política monetária de economias importantes.
Conclusão
A decisão do Copom de manter a Selic em 15% ao ano na primeira reunião de 2026 reflete o compromisso do Banco Central em equilibrar o controle da inflação com a necessidade de estabilidade econômica. Enquanto a taxa segue no nível mais alto em quase duas décadas, o mercado financeiro já está de olho na próxima reunião de março, quando possíveis cortes podem começar, caso os indicadores mostrem avanços consistentes.
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